jueves, 1 de abril de 2010

Jornadas Patafísicas (3)




























1) En el MALBA) : Thieri Foulc y Miguel Angel Paleo
2-3) Thieri Foulc en Ña Serapia y en otra confitería,
dando envidiable cátedra pantagruélica.

13 comentarios:

Bípede Falante dijo...

Lisarda, perdoa a minha ignorância, mas o que é um patafísico?
Não conheço esse conceito.

Lisarda dijo...

Bípede,eu também fiz alguma vez esa pergunta.
Patafísico, em líneas gerales é aquele/aquela que esteja interesado na obra do escritor francés Alfred Jarry, e con especial énfase no livro "Gestos e opiniaos do doctor Faustroll, patafísico", que é um romance publicado em 1911, depois da morte de Jarry.Num capítulo desse livro se postula a idéia de uma ciencia -a patafísica-dedicada a estudar as excepcoes e não as regras. Entao, é uma ciencia do particular.
Também se consideran "patafísicos" a autores que seguem o caminho de Jarry, como Torma ou Daumal.
Em 1948, um grupo de escritores funda em París, o Colegio de Patafísica. O Colegio dedica-se a difundir a obra de Jarry, de outros autores da época dele e autores modernos. Ao Colegio de Patafísica perteneceram/pertenecem
Jacques Prévert, Ionesco, Boris Vian, Umberto Eco,o dramaturgo espanhol Arrabal, etcétera.
Há um Instituto em Sao Paulo,o Décollage de 'Pataphysique que está entre os links do meu blog. Ainda não tive contato con eles.
A minha maestra foi Eva García, pintora,música e escritora que poseía uma biblioteca extraordinaria de autores franceses e revistas do Colegio.Ela era viúva de um gran tradutor e membro do Colegio.
Acho que vou postear mais coisas a raíz da sua pergunta; obrigado por fazer-a!

Lisarda dijo...

Bípede, esquecí um dato inesquecível: no livro "La vuelta al día en ochenta mundos" de Julio Cortázar, há um testemunho de Cortázar sobre Fassio, o alma mater do Instituto de Altos Estudios Patafísicos de Buenos Aires, e que morreu no exílio en Barcelona em 1980.
Dece Cortázar:
"Por Paco y Sara Porrúa, dos lados del indefinible polígono que va urdiendo mi vida (…), conocí a Juan Esteban Fassio en un viaje a la Argentina, creo que hacia 1962. Todo empezó como debía, es decir en el café de la estación de Plaza Once, porque cualquiera que tenga un sentimiento sagaz de lo que es el café de una estación ferroviaria comprenderá que allí los encuentros y los desencuentros tenían que darse de entrada en un territorio marginal, de tránsito, que eran cosa de borde.
(…) Buenos Aires y especialmente el café del Once se coaligaron sordamente para evitar un encuentro del que no podía salir nada bueno para la República. Pero lo mismo llegamos a la calle Misiones (hay nombres que...), y antes de las ocho de la noche estábamos bebiendo el primer vaso de vino tinto con el Proveedor Propagador en la Mesembrinesia Americana, Administrador Antártico y Gran Competente OGG, además de regente de la cátedra de trabajos prácticos rousselianos. Tuve en mis manos la máquina para leer las Nouvelles impressions d'Afrique, y también la valija de Marcel Duchamp; Fassio, que hablaba poco, servía en cambio unos sándwiches de tamaño natural y mucho vino tinto, y acabó sacando una kodak del tiempo de los pterodáctilos con la que nos fotografió a todos debajo de un paraguas y en otras actitudes dignas de las circunstancias. Poco después volví a Francia, y dos años más tarde me llegaron los documentos, anunciados sigilosamente por Paco Porrúa que había participado con Sara en la etapa experimental de la lectura mecánica de Rayuela."
Há um livro fundamental de Rafael Cippolini publicado por Caja Negra (no site http://cajanegraeditora.blogspot.com/acho que se pode encargar)que se chama "'Patafísica.Epítomes, Recetas,Instrumentos y Lecciones de Aparato" em que hay muito material traducido para o espanhol.
Abrazo.

Lisarda dijo...

Bípede y demás lectores: aquí van especificados algunos links que remiten a la patafísica; son muchos más, pero para noches de insomnio éstos me parecen suficientes.

Francia:
Colegio de Patafísica http://www.college-de-pataphysique.org
Fatrazie www.fatrazie.com (a mel do melhor, como diría Salomao)
Formules www.formules.net do poeta argentino Bernardo Schiavetta
www.oulipo.net -o Oulipo é uma sub comisión do Colegio de Patafísica en que estuvieron entre outros, Italo Calvino e Georges Perec.

Argentina:
cippodromo.blogspot.com,
Canción Polaca leczinski.blogspot.com

Brasil: http://www.decollagedepataphysique.blogspot.com

Italia:
www.oplepo.it uma sucursal do Oulipo
Ubuland http//:digilander.libero.it

Gran Bretaña:
London Intitute of Pataphysics (LIP) www.atlaspress.co.uk

Bélgica:
http://ekpv.blogspot.com

Holanda:
http://www.matthijsvanboxsel.nl
Matthijs van Boxsel es miembro del Colegio de Patafísica y autor de una Historia de la Estupidez que, hasta donde sé, no está todavía traducida al español.
Lisarda

Lisarda dijo...

Corrigenda: donde escribí "Historia" léase "Enciclopedia de la Estupidez".
Addenda para seguir googleando:OICOP-totalmente paracolegiales- el Instituto Patafísico de Nueva Granada, el Altíssimo Instituto de la Candelaria-Chodes, dirigido por Grassa-Toro, el Istituto Patafísico de Turín, el de Viadana, el Instituto Luxemburgués-Centre des Recherches Periscophériques, si mal no recuerdo, la Societé des amis de Valentín Bru, los Cahiers Queneau-sucesora de Temps Melés- la Societé des Amis de Georges Perec, y hay un sitio fabuloso que prometo recordar así como ahora olvido con todo éxito, en que hay escritores de primer orden algunos de los cuales llegaron a colaborar en Bizarre (como Noël Arnaud).
En el área norteamericana es bastante dispar la recepción y calidad de los seguidores del Colegio, pero es inevitable nombrar a Roger Shattuck- autor de un libro fundamental, "La era de los banquetes" y Harry Matthews, traductor de Perec al inglés, entre otras cosas.
En Canadá se destaca Christian Bök, autor de una novela lipogramática "Eunoia"-tiene 5 capítulos y en cada capítulo se emplea una sola vocal- y tiene un ensayo bastante abarcador "Pataphysics: The Poetics of an Imaginary Science" que es de 2001.

Gerana Damulakis dijo...

Bons encontros! Estou querendo enviar a revista literária Iararana para você, pero o lançamento está demorando e sem data certa (sin fecha todavía), então não sei se mando uma mais velha; não sei.

Lisarda dijo...

Gerana, não há problema nenhum, um velho número será novo para mim!
E, si o futuro número está para sair no fim de ano, quém sabe, eu possa procurá-o lá, em janeiro,né? Um bom pretexto para voltar a Salvador!
Ah, se vc enviasse a revista que não seja vía sedex...sem comentarios

d. dijo...

Ignacio, buen amigo, -Machado, te he copiado-, visitar tu blog es viajar gustosamente y leer con detenimiento historias, personajes, lugares, que me transportan a la Argentina que tanto quiero visitar, a esos cafés, a esas tertulias, con sus poetas... Algún día llegará, mientras abriré a menudo esta ventana que dispones para todos nosotros. La pondré cerca, al lado de mi cama, para no perderla de vista y más gente de todos los confines del mundo puedan también conocerla.
Un abrazo, Ignacio, buen amigo...
d.b
www.lapollaenverso.blogspot.com

Lisarda dijo...

Bienvenido, amigo d.b.!
Me alegra que viajes por mi blog y gracias por tu generosidad; sí, ya habrá ocasión de encontrarnos, ganas y motivos no me faltan para volver a España.
Si tú llegas antes, fatigaremos-un verbo borgeano- las calles de Buenos Aires y los tintos de Salta.
Un abrazo,
Ignacio

Bípede Falante dijo...

Lisarda, mas que aula de mestre a sua! Fiquei muitíssimo motivada para ler algo de um escritor do movimento patafísico, principalmente, o Alfred Jarry. De certa forma, fui e sou uma criatura de personalidade encaixe nesse conceito. Sempre gostei de começar um estudo pela diferença, de começar a olhar pelo detalhe, pelo que há de inusitado em relação ao resto, do mínimo para o máximo. Destes autores que você cita, li alguns livros do Eco, a quem admiro e com quem me emociono. Já o Arrabal, o assisti aqui em Porto Alegre, em uma palestra do Fronteiras do Pensamento, em 2008. Fiquei decepcionada com ele como ser humano. Em tom de piada, dedicou o seu tempo a falar mal de artistas como Salvador Dali e Picasso, de quem disse ter sido amigo e a quem, apesar da suposta relação afetiva, menosprezou, comentando inclusive a desvantagem de Picasso quanto ao tamanho de seu pênis. Não entendi, ninguém entendeu, se ele falava sério ou se era brincadeira. O fato é que me desinteressei completamente pelo trabalho dele. Às vezes, conhecer um artista atrapalha a nossa percepção de seu trabalho. De qualquer forma, a patafísica me parece ser uma escola provocante. Anotei todas as suas dicas e vou conferir os links. Lamentei nunca ter ido a estação da Praça Once em Bs.As. Devo estar perdendo esse clima de transgressão criativa que em raras ocasiões temos a oportunidade de viver. Esta jornada de que você está participando deve ser uma experiência incrível. Muitíssimo obrigada pela resposta aula. Você, além de excelente professor, é também bastante generoso.

Lisarda dijo...

Obrigado, Bípede! Estou virando vermelho...
Acho que Arrabal falaría em brincadeira e seriamente ao mesmo tempo; é posível que já no le importe mais nada, nem si o público entende ou não.
Se vocé tene interés nestos autores, recomendo-te especialmente os Exercícios de estilo de Raymond Queneau, dos quais postei algumos em septiembre de 2009; também há coisas de Carelman, que face desenhos de objetos impossivels e algo de Jarry, etc.

Bípede Falante dijo...

Vou checar os seus posts de setembro. Provavelmente, você está certo em relação ao Arrabal.

Bípede Falante dijo...

Lisarda, lembrei-me esta madrugada que na noite em que o Arrabal apresentou-se, apresentou-se também o Gerald Thomas e que os dois haviam tido uma discussão no dia anterior durante um jantar. O formato do Fronteiras era de colocar os dois palestrantes ao mesmo tempo no palco, para cada um falar a sua palestra e depois participarem juntos da sessão de perguntas. Naquela noite, vieram separados. O Gerald ficou uns 20 minutos (tinha mais ou menos uns 50) no palco, disse horrores de ofensas a platéia e saiu vaiado. Pensando sobre isso agora me faz perceber que ambos estavam bastante contrariados em estar no local em que estavam, o que não justifica o comportamento de nenhum, porém explica um pouco.